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escrevo®

Blog EntryMay 2, '07 11:06 AM
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Sempre foi notório para quem me conhece que não perco um filme de zumbi. Não sei porque mas desde pequeno tinha fascinação pelo tema durante as minhas procuras diárias nas locadoras de VHS.

Pois bem... zumbi hoje está na moda. E quer saber? Acho ótimo que esteja. Joguinhos fantásticos como Dead Rising (X-Box 360) e filmes bacanas como Dawn Of The Dead me alimentam nesse meu, digamos... hobbie.

Mas não é que para pegar carona na moda a rede CBS está fazendo um seriado com zumbis? Chama-se Babylon Fields. Segundo o Blog Underwire, da Wired, a presença dos zumbis não será em busca dos cérebros fresquinhos, mas sim no choque que o cotidiano terá com a presença de quem já tinha ido dessa pra melhor. Humm... sei não... o tema é até interessante mas zumbi para mim é igual a susto e tensão. Sou purista sim. Mesmo assim prefiro assistir antes de tecer uma opinião precipitada.

(à escatologia)

®



Digg é o meu site preferido há alguns anos. Principalmente porque “revolucionou” a Internet ao correr contra o viés da robotização da geração de conteúdo. Isso mesmo. Digg é feito pelos usuários em um modelo que foi depois expandido para a moribunda Netscape e até para o bom Overmundo aqui em Terra Brasilis.

Pois bem... o mundo ruiu para o Digg agora há pouco. Repito: agora há pouco. Ruiu porque o site cometeu a “pachorra” de banir os usuários que postavam um código hexadecimal para permitir a cópia do HD-DVD (uma mídia a principio a prova de cópias).

Até aí o problema já era grave. Mas o site complicou-se ainda mais por um simples motivo: o consórcio HD-DVD é o patrocinador do famoso podcast Diggnation. Saia justíssima, hein? Pois o Digg resolveu enfrentar aqueles que o alimentam (e não são os patrocinadores). Péssima escolha? É o que parece...

O curioso é que Digg sempre foi minha fonte principal para assuntos nerds e divulgação de hacks úteis para a minha vida internáutica. Afinal, a responsabilidade não é do site, mas sim dos leitores que divulgam as notícias e principalmente dos leitores que votam.

A notícia anda esquentando nos sites nerds (como Slashdot e Reddit) e há um plano de boicote para o Digg, que ao que parece tem tudo para dar certo, pois milhões de nerds como eu se sentiram traídos.

Realmente a notícia é quente pois atinge em cheio a idéia de democratização cada vez mais rarefeita em ambientes reais e virtuais.

Logo o Digg... Putaquiparille!

um adendo:

Parece que o negócio é sério mesmo. Até o Wikipedia retirou do ar o tal código do ar e bloqueou a edição da página sobre HD-DVD. O mais curioso é que o próprio Wikipedia tem uma página dedicada ao primeiro crack de código do DVD, o velho DVD. Censura pouca é bobagem...

Em tempo: não estou aqui justificando o uso de códigos maliciosos que visam quebrar o contrato de copyright. Esse post não é sobre isso. É sobre a idéia de democratização e até onde vai a suposta liberdade que alguns sites defendem, quando entram em conflito com interesses comerciais. É sobre como pode-se ir contra aquilo que sua própria criação sempre propôs a fazer. Sem idealismo. Só na reflexão.

(à corregedoria)

®

links:

http://www.digg.com (rápido! rápido!!)
http://yro.slashdot.org/yro/07/05/02/0235228.shtml
http://reddit.com/
http://texyt.com/Digg+founders+took+HD-DVD+sponsorship+00071
http://www.techpwn.com/?p=422

Blog EntryJul 18, '06 11:14 PM
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Depois de um longo período voltei a ir ao cinema. Fui ver, óbvio, Superman. É lindo (não o ator, mas o filme), porém não me emocionou. Mas gostei da diversão. Deixarei detalhes para mais tarde.

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A boa notícia foi o encontro de um livro que estava esperando ser traduzido, “O Animal Agonizante” (The Dying Animal), de Philip Roth. Comprei no ato, apesar do preço salgadinho. Vou lê-lo hoje ainda.

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Ando escutando muito Loose Fur, projeto paralelo de Jeff Tweedy, Glenn Kotche (ambos do Wilco) e o incomparável Jim O'Rourke. Discaço! Pra lista dos melhores do ano, sem dúvida.

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Ganhei um DVD do João Cabral de Melo Neto também! Preciso dizer mais o quê? Tá tudo ótimo por aqui!

(à rapidadoria)

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Blog EntryJul 18, '06 2:43 PM
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Em todo lugar que leio sobre o Oriente Médio, o assunto em questão muda rapidamente para “as origens do conflito”. SEMPRE tem alguém falando “mas quem começou”, “quem invadiu” etc.

Não entendo como ainda colocam a questão racial e religiosa em um assunto de fundo particularmente econômico. Acho que esse entendimento poderia surtir efeito se não encarassem as coisas do jeito que encaram.

O fato é: tanto Israel quanto a liga árabe sairá prejudicada pois o que está em questão daqui a algum tempo é quem estará centralizando as atuações econômicas na região. Hoje em dia há um bloco anglo-americano mas a economia norte-americana não está mais aguentando e o déficit interno já é impagável mesmo com a venda em massa de armamamentos (que ajudam a financiar a forte indústria bélico-siderúrgica).

A Rússia e a China estão torcendo para que todos se f... e muito, enquanto que o bloco europeu liderado pela França e Alemanha está esperando alguém passar o bastão…

Com o poderio econômico dos Israelenses (que têm ramificações bancárias e financeiras em todo mundo) e dos árabes (que detém, grande parte do poder produtivo de petróleo), uma união é a última coisa que todos os grandes países ricos estão querendo.

E ficam todos brigando por quem era nômade, quem tem direito e quem invadiu primeiro, se a terra-santa é de fulano ou de cicrano…

Posso estar errado, mas a política é suja e a manutenção da instabilidade é mais uma forma de manipulação do decadente sistema imposto pelos “industrializados de outrora”.

(à teoriadaconspiraçãozadoria)

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Blog EntryJul 18, '06 9:17 AM
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Essa complexa situação está me deixando atônito e um tanto confuso. É certo que o Hezbolá invadiu território israelense e sequestrou dois soldados mas o Governo de Israel, a meu ver está tomando medidas fortes demais para a situação, usando o Líbano para “alertar” aos seus inimgos mais próximos (Irã e Síria), que eles não perdem por esperar, como uma publicidade suja.

Fazem isso com o Líbano já sem soldados sírios em seu território e com o respaldo americano de que se houver retaliações dos seus inimigos, é muito provável que haja uma “coalizão” anglo-americana pra jogar a terra-santa no ventilador num conflito sem precedentes na região.

Por um lado é uma estratégia ousada do Hesbolá, já que uma nova incursão militar americana seria mais um duro choque à economia do país, que vêm se mostrando mais fraca após 4 anos de conflitos em dois países diferentes. Por outro, passa a ser um risco ter apoio de uma população que em sua maioria nunca aprovou o “partido”.

Israel, sabendo que o Líbano possui cadeiras do Hesbolá no governo, decidiu por não optar pela diplomacia, mostrando o quanto a herança bélica de Sharon pode ser prejudicial para Israel.

Essa demonstração de força de Israel, o apoio norte-americano e as táticas sujas sírias e iranianas vêm me trazendo a tona uma terrível constatação de que evoluímos muito pouco nesses últimos séculos. Que a barbaridade é uma herança que o ser-humano não consegue se livrar.

(à revoltadoria)

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Blog EntryJul 10, '06 12:10 AM
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A vida tem certas ironias... Enquanto que a Espanha ganha o prêmio Fair Play (ao lado do Brasil), o Zidane baixou o espírito do touro pra macular mais um da “maldição do Real Madrid”.

Que maldição esse clube espanhol está passando... Brincadeira!

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O jogo foi emocionante como qualquer jogo final de Copa do Mundo. Mas se tirasse o contexto, diria que foi mais um joguinho chinfrin, com poucas oportunidades e raras jogadas bonitas. A Itália dominou o primeiro tempo e a França, o segundo.

Mas seguindo a teoria “Parreirense”, a Itália jogou melhor sem a bola. Soube se defender muito bem coletivamente e quando precisou de um talento individual, demonstrou com o reflexo apurado de Buffon.

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A cabeçada de Zizou, o que falar? Foi de um horror espetacular. Nunca em minha vida vi uma agressão tão nítida, tão acintosa quanto essa. Teve a de Pelé, contra o Uruguai, em 70, que sapecou uma cotovelada assassina num revide de uma agressão que sofreu. Mas como Pelé é incomparável, até nas botinadas ele saiu-se com uma jogada de gênio: deu a cotovelada, nocauteou o “adversário” e ainda levou a falta.

A de Zidane deixaria Júnior Baiano com inveja. Foi fora da disputa de bola, com um migué que em qualquer joguinho de quinta categoria, seria ignorado. Falar que ele perdeu a cabeça por uma ofensa a sua irmã? Numa Copa do Mundo, todas as irmãs dos jogadores são putas, no mínimo.

O gênio esqueceu-se desses “detalhes” tomou uma atitude que fez a França “zidanar” pois sem ele, o seu time não teria condições de lutar com perigo até o fim. Sem ele, a França é uma equipe com morte cerebral. E com a morte cerebral de sua cabecinha que ele matou o belo futebol jogado na segunda metade da Copa.

E Zizou si-fú.

Saiu chorando, arrependido, desorientado. Saiu pela porta dos fundos perante a sua nação. Saiu para não voltar mais, de maneira triste, melancólica, fumando seu cigarrinho. Deve pedir desculpas públicas, no mínimo. A retratação como uma última bela jogada para o público que o venera voltar a aplaudí-lo, uma única vez.

Com suas cabeçadas, Zizou foi do céu (em 98) ao inferno (em 2006).

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Mas esse evento veio a mostrar que essa foi a Copa dos “seres-humanos”. Não foi a Copa das jogadas monumentais, dos heróis de batalhas históricas. Foi a Copa onde o “time de Deuses”, o Brasil , sucumbiu seguidamente aos guerreiros mortais. Um Brasil envenenado pelos delírios de pobres mortais e com seguidos pecados capitais. Foi a Copa onde humanos velhos, combatidos encontraram forças divinas para chegar até a final. Foi a Copa onde um grande guerreiro, tão espetacular como Aquiles, mostrou que sua cabeça e não o calcanhar é o seu ponto fraco. Foi a Copa onde o favorito mais improvável, mais humanamente limitado como a Itália levou o coração à conquista. Foi a Copa, enfim, de um povo que se mobilizou, unificado para recepcionar seus convidados com seriedade e organização.

Apesar do tom épico, isso é o máximo que consigo extrair para descrever uma Copa tão precariamente jogada. Tão táticamente defensiva, tão carente de novos deuses, de jogadas geniais e de reviravoltas com placares soberbos.

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E a Itália é tetra. Falar o quê? Parabéns aos Italianos, que deixaram a histórica vaidade no vestiário brasileiro para conquistar um título sonhado, que os “aproxima” da Seleção, que por sua vez, deve começar a perder a “marra” que nos derrota desde a Copa de 50.

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Como se diz em Italiano: Finito.


(à faltadecategoria)

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Blog EntryJul 9, '06 2:04 PM
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Xeque-Mate. A Torcida brasileira não sabe se torce pelo Tetra Italiano ou pela França engolidora de brasileiros. Triste fim de Copa para nós. Triste fim de uma Copa que não chegou a começar para mim.

Me vi relendo os postes sobre a Copa do Mundo e o que mais escrevi foi sobre os “joguinhos chinfrins” que assisti. É verdade! Ô Copa recheada de pouco futebol... Em campo muito pouco e fora dele, um mar de jornalistas tendo que repetir o óbvio para justificar a presença em massa desses nobres trabalhadores.

O pior foi assistir ao show de idiotices dos nossos conterrâneos expatriados pela falta de brio, de ânimo e de coletividade. Muito pagode, muita respostinha mimada, muita marra e muito abracinho pra cá e pra lá antes e depois do jogo. Concentração que é bom, nada. Mas como mamãe dizia, “já passou, agora só basta esquecer”. Vai ser difícil esquecer... Isso vai.

Assistir a uma geração vencedora pegar todo o currículo dela e apertar a descarga não é fácil para ninguém. Para mim não está sendo, pelo menos. Eu assisto ao comercial do Fantástico com a “entrevista exclusiva” com o craque Roberto Carlos e me traz um sentimento confuso, mas que no fundo tem uma certa pena da pessoa. Pena no pior sentido da palavra. Uma pena ver um cara que tem o dinheiro que poucos no mundo sonharam conquistar, se transfigurando de um jeito tão pequeno. Pena em ver que um cara que conquistou títulos como ele, não conseguiu passar de um pequeno ignorante. Nem seu futebol conseguiu mascarar a ignorância de um “penetra bom de bico” nas altas rodas de festividades européias.

Que pena fico de Ronaldo Nazário, o que mais trouxe alegrias ao brasileiro nesses últimos anos, ter se tornado um menino mimado, cheio de respostas atravessadas para todos, quando se trata de perguntas perfeitamente plausíveis sobre seu estado físico e mental.

E o Cafu? O lateral insubstituível de outrora, que sucumbiu ao narcisismo de mais um recorde-Tino-Marcos? Com todo o dinheiro e títulos conquistados, só consigo sentir essa pena.

E o Adriano, que se mostrava ansioso para conhecer seu primeiro filho mas terminada a Copa do Mundo, ficou 10 dias na gandaia “esperando a poeira baixar” para voltar pra “terrinha”?

Pena no pior sentido da palavra.

Ah! Acabou de começar o jogo final da Copa que não houve... Mudemos de assunto, portanto.


Blog EntryJul 8, '06 11:02 AM
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Esse poste veio a falar o óbvio: A Alemanha ganha de Portugal se o time de Felipão continuar sendo pouco objetivo como foi durante a Copa toda.

Não é surpresa para ninguém falar que o time português não passa de um time mediano. E pra lá de mediano. Figo cansa, Cristiano Ronaldo mascara, Pauleta some, Costinha bate e Maniche joga. Esse último foi uma bela surpresa no mundial. Um volante versátil que surgiu como ótima opção para o ataque português. É um jogador que mudou a história de Portugal nessa Copa pois fez gols e criou jogadas para outros.

A Alemanha surpreendeu com os times medianos e fracos: Costa Rica, Polõnia, Equador e Suécia. Contra os fortes não mostrou o futebol "envolvente" que Galvão tanto assinala. Envolvente aonde? Eu fui o único ser-humano que não vi.

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Hoje abro o jornal e leio que Adriano, quase 10 dias após a eliminação, veio conhecer o filho dele no Brasil. Golaço contra!

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Amanhã, torço para os Deuses do futebol. Torço para que Zidane, o gênio, se despeça com dignidade. Infelizmente não poderei torcer para Del Piero, outro grande jogador que se despede, mas da seleção. Ou é um ou outro.

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Blatter quer mudar as regras do futebol. Não acho que precise disso para ter mais gols. PAra que isso aconteça, acredito que a modernização da arbitragem é mais essencial.

Quantos gols de falta deixamos de assistir nessa Copa pois a barreira estava a menos de 5 metros do cobrador? Quantos impedimentos foram mal-marcados? Quantos cartões deixaram de ser dados? E o principal: quantos jogadores se jogaram e retardaram o jogo para o tempo passar mais rápido?

Para mim, futebol sem spray no chão e arbitragem sem ajuda de câmeras não existe mais. Uma boa idéia seria fazer aquela bola com chip, que tanto falam. Seria uma mão na roda para destacar o seu posicionamento e acabar com os lances polêmicos.

Futebol profissional e principalmente em Copa do Mundo, deveria ter mais tecnologia que corrida de Formula 1. Aumentar o gol? Fala sério!

(á palpitadoria)



Blog EntryJul 5, '06 8:36 AM
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“Não existe time bobo no futebol mundial” - foi a máxima de Vanderlei Luxemburgo quando dirigiu aquele fracassado time brasileiro, o qual nos fez nivelar por baixo, nos fez comparável a qualquer timeco que viesse jogar contra a Seleção. Bastou um Felipão para entrar e mostrar que se há algum bobo, que sejam os outros, menos o Brasil. E sem bobeira nem vaidade, ganhamos a Copa do Mundo em 2002.

Marcelo Lippi, sabia que o time alemão era veloz mas não era tão esperto assim. Até eu, já tinha cantado a bola que a Alemanha perderia para a Argentina pois não tinha futebol pra ganhar. Tanto que não ganhou, levou e nos pênaltis, para a culpa da catimba argentina. Marcelo Lippi sabia que não precisava ser nenhum gênio para ganhar do time alemão. Precisava, sim, mostrar que para ganhar desses adversários, seus jogadores teriam que estar no ataque grande parte do tempo e correr muito para ajudar a defesa. Foi o que aconteceu. Perfeita regência do técnico italiano.

A Itália teve um dos melhores jogos iniciais dessa Copa e depois foi “bobeando”, jogando um futebolzinho mixuruca, que a fez tropeçar no pobre EUA e ganhar num joguinho chinfrin com a República Tcheca. Depois veio o pior jogo do time nessa Copa, contra a Austrália. Tudo isso fez com que a força e a garra inicial que encheu meus olhos fosse substituída pela desconfiança. Ledo engano meu. Qualquer time que tenha o Del Piero faz a diferença.

Não entendo como puderam deixá-lo como opção no banco nesses jogos onde a Itália não fez nada. Totti, tem um passe refinado mas falta a ele o pensamento rápido e criativo do atacante da Juventus, que tem um estilo, muito próximo de Zico (por favor! guardem as devidas proporções!). Um jogador que sabe jogar recuado e partir para cima, que possui um bom drible e que sabe além de tudo passar com precisão e até jogar plantado na área.

A Itália com Del Piero é outro time. A Alemanha foi o mesmo time do início ao fim: um time motivado e bem preparado, porém muito previsível, pois não possui um único craque. Possui bons jogadores, de fato, mas craque, nenhum. A Alemanha foi time que não deu chance para o azar até ontem, ou melhor, deu chance pro passe refinado e para dois jogadores, além de Del Piero: Gillardino e Grosso.

Em 119 minutos a Alemanha se salvou como pôde, com ótimas defesas do seu goleiro e com ótimas defesas de sua trave. Mas quem assistiu sabia que o gol italiano era questão de tempo. E foi. Aos 119 minutos de jogo, um golaço-aço de Grosso. Um minuto depois, o homem que faz a diferença no time italiano fez um merecido gol para “liquidar a fatura” e acabar com o sonho alemão.

A Alemanha pode até não ser um time bobo, mas a Itália foi muito esperta. Vai ser ruim para tirar o terceiro lugar deles, é o meu palpite, seja com França e Itália.

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Por falar em time bobo, parece que o Brasil é o único que pode se dar ao luxo de continuar se nivelando pela idiotice. Saca só:

- Roberto Carlos pedindo silêncio em tom de deboche aos torcedores.
- Parreira dizendo que Robinho entrou na hora certa.
- Cafu dizendo que “no futebol, nem sempre os melhores ganham, e por isso o Brasil não ganhou”.
- Ronaldo Fenômeno querendo jogar a próxima Copa!
- Ronaldinho Gaúcho e Adriano se esbaldando na Espanha.

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Da idiotice se salvaram apenas:

- Kaká, com um imediato pedido de desculpas
- Zé Roberto, com sua elegância ao dizer que jogando daquele jeito que os “espertos”, os ”malandros” estavam jogando, o time não iria ganhar da França.
- Zagalo, que não é bobo nem nada, ficou quietinho, quietinho.

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Dizem que após a noitada do Adriano (será que ele já viu o filho dele que nasceu??), ele não entra na Vila Cruzeiro tão cedo. Parece que é “ordem” lá de cima.

(à bobeadoria)

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Blog EntryJul 2, '06 10:51 AM
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Renovação é um tema que precisaria ser comentado desde antes da Copa...

Primeiramente, é necessário falar de Zidane, um jogador excepcional, que tinha 26 anos quando aniquilou o Brasil em 98. Por exemplo, Ronaldinho Gaúcho tem 26 e na próxima Copa terá 30. Já deixou passar a época de ouro pra ele. Por outro lado, Kaká terá 28 e Robinho 26. Esses sim ainda podem apresentar muito mais na próxima Copa. Cicinho terá 30, e Juan, 31 anos, jogadores um pouco além do “auge-da-idade”. Quem colocamos pra jogar na “flor-da-idade”? Robinho, por alguns minutos? A geração-vencedora não participará da próxima Copa. Não é um risco enorme termos praticamente um time inteiro sem a menor experiência nessa competição?

Ainda no tema, só pra termos como base os nossos rivais argentinos:

Mascherano, do Corínthians tem 22 anos. Jogou muito bem a Copa e vai estar no ponto pra próxima. Teves, 22 anos. Messi, 19 anos. Cambiasso, 25 anos… Não preciso falar que a seleção argentina vai ter nomes mais “tarimbados” para uma Copa do Mundo, correto?

Lá em cima falei em Cicinho porque me lembro que uma das dúvidas que persistiam entre os brasileiros, era que não tínhamos um lateral direito à altura de Cafu. E não tínhamos mesmo, testamos um monte que não se encaixaram. Mas um belo dia encontramos. Será que na próxima Copa teremos opções para escalar, ou melhor, para convocar não só na lateral, mas nas outras posições de TODOS os que não foram comentados nesse texto?

Não vejo, hoje surgindo no Brasil, nenhum grande nome que possa vir a manter o talento dessa geração, ainda que hoje perdedora, uma geração vencedora (desde 94, gente). Essa geração teve início com o surgimento de Ronaldo, definitivamente, um fenômeno que ajudou a elevar o futebol brasileiro, a auto-estima e esse conceito determinista de que nascemos pra ser um povo superior no futebol. Conceito furado, aliás.

Me lembro que esses veteranos que temos hoje, saíram dos últimos grandes times que o Brasil apresentou, o São Paulo Campeão Mundial com Raí e, principalmente o Palmeiras de Luxemburgo, aquele timaço-aço, com Roberto Carlos, Rivaldo etc. Aquele time que goleava impiedosamente os seus adversários. Mesmo com o São Paulo de hoje, a nossa melhor referência, não vejo um time histórico no futebol brasileiro, um time que sirva como base pra um esboço de seleção futura.

Por quê? Talvez porque os nossos jogadores estejam saindo do Brasil cada vez mais cedo. Não sei…

Só sei de uma coisa: por falar em renovação, que falta fez hoje pra seleção um jogador como Rivaldo, que na Copa passada, partiu pra cima como nenhum jogador fez nessa Copa. Aquela serpente ágil e venenosa, com 29 anos, que contribuiu em muito para o esquema do Felipão e para os gols de Ronaldo?

Sinto que se não apresentarmos um Campeonato Brasileiro com belos nomes e, pelo menos um grande time para entrar na memória, teremos uma dificuldade enorme para conquistar o Hexa, ainda que em 4 anos. Nesses últimos 4 anos tivemos um Campeonato Brasileiro de baixíssimo nível técnico, com muitos jogadores se aposentando, voltando a jogar no país. É constatação pura de quem vê os empre$ários mais como vilões dos times do que como aliados dos jogadores. São pessoas que jogam para elas mesmas, que impõem quem querem e da maneira que querem, com a contribuição da soberba dos dirigentes milionários.

Mas isso não é recalque de flamenguista, que deseja mais importância à prata da casa. É uma maneira de ver que qualquer esporte só evolui se houver renovação corajosa, como a que há no vôlei Brasileiro.

É isso mesmo que vocês leram. O vôlei brasileiro serve como exemplo, não só de renovação, mas de perseverança, de luta contra a falta de incentivo e de público, que sabe lidar com o favoritismo e com a zebra para se tornar campeão. Simboliza o exemplo claro de que qualquer esportista, quando está bem acessorado por pessoas competentes, dentro e fora das linhas pode ser competitivo, pode ser destaque. É é nesse contexto que perder passa a fazer parte do jogo e não ser uma tragédia anunciada.

Pensando bem, não é que o Bernardinho poderia ser o técnico da seleção? Imagina o que ele conseguiria extrair dos nossos jogadores, os ditos “melhores do mundo”? Por isso, sugiro, a partir de “ontem”, o dia vergonhoso que o futebol brasileiro, que criemos um movimento para que o Bernardinho seja o técnico da nossa seleção! Até o Roberto Carlos voltaria a jogar bem! Brincadeirinha...

(à Bernardinhadoria)

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Blog EntryJul 1, '06 5:29 PM
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C'est la vie.

Nunca uma frase foi tão mal colocada num contexto como esse da eliminação do Brasil. Uma frase que visa mostrar que algo que “poderia acontecer” nem sempre acontece.

No meu útimo post disse que não comentaria pois achariam que eu estava torcendo contra. Mas não era torcer contra. Eu estava evitando a “pachecada” alheia, justamente porque não via futuro no futebol apresentado nessa seleção. Não via e isso não quer dizer que seja menos brasileiro que qualquer outro. Antes de mais nada torço por resultados e não por show. Esporte é assim. No final, fica a sensação da vitória ou da derrota.

Mas isso casou uma certa miopia nosso time. Causou a impressão que futebol-show não é um futebol competitivo. Sempre defendi que uma coisa não anula a outra e mais, o futebol-arte, a imprevisibilidade a “arte” é que torna um time mais competitivo que outro.

É nessa qualidade individual que deveríamos nos destacar ENQUANTO TIME, diga-se de passagem, ou seja, mais uma vez, uma coisa não anula a outra. Elas são solidárias, se complementam.

Mas não soubemos tirar proveito disso, ao contrário, o time desaprendeu a utilizar aquilo que sempre fez de melhor. Desaprendeu e, infelizmente contou com a possibilidade de alguma hora e em algum momento que fosse melhor para todos, que a individualidade faria a diferença para “nos salvar” de qualquer derrota.

E é aí que residiu grande parte do erro. Grande parte mas não todo. Outro grande responsáveel foi a vaidade. Foi a vaidade que nos impediu de reconhecer os erros coletivos e individuais e na vaidade de “não admitir” que se saia do time para dar lugar a outro. Isso não é uma atitude coletiva. Isso é uma característica individual e em Copa do Mundo, isso não funciona.

Outro erro foi confundir prudência tática com covardia. Não tenho muito a falar após esse jogo, mas o Brasil não foi EM MOMENTO ALGUM DURANTE ESSA COPA, um time ousado, arriscado, disposto a fazer qualquer coisa por uma boa oportunidade.

Outro fator preponderante foi a “imprevisibilidade”, o futebol-arte do gênio Zidane. Foi aí que a França se destacou. Nas sucessivas jogadas ganhas em cima dos nossos jogadores, nas sucessivas tentativas e na política do risco em prol de uma boa jogada. Sim, Zidane resolveu jogar bola e escrevi seguidamente que quando um gênio resolve jogar bola, as coisas mudam. Não há esquema, não há tática e não há regra. Qualquer cabeça genial, esportiva ou não, vem ao mundo para quebrá-las. É quando pragmatismo perde de goleada pra criatividade. Graças a Deus.

E enquanto um resolvia mostrar esse lado, TODOS os nossos outros, não conseguiam se mostrar artistas e, pior, não consseguiam sequer comunicar-se em campo. O time de Parreira teve essa característica. O time de Parreira não jogou futebol, ele esperou os outros perderem...

Quanto ao nosso técnico, um grande vilão do nosso futebol. Uma pessoa que “desensinou” aos nossos jogadores o jeito moleque, o jeito brincalhão o jeito gênio de cada um em prol de um coletivo que nunca existiu. Ensinou a todos que a arrogância, a prepotência e a falta de brios ao não barrar aqueles que prejudicavam taticamente o time, davam vez ao coração e a pátria, não de chuteiras, mas a pátria sentinela nos telões Brasil a fora.

Todo os jogos dessa Copa foram um ensaio para a derrota.

E não me venham com C'est La Vie.

(à inconformadoria)

®

Blog EntryJun 28, '06 11:30 AM
for everyone
Palpites, meus caros. Palpites...

Vamos a eles.

Alemanha e Argentina? Argentina. Porque o futebol alemão já deu tudo que tinha que dar nessa Copa. As jogadas de ataque são previsíveis e os defensores alemães não sabem marcar jogadores com um pouquinho mais de talento. Aliás, são péssimos!

Itália e Ucrânia? Itália passa... mas o jogo deve ficar no empate. Digo isso porque o time da Itália está reforçando a tradição de time-trombador-que-ganha-as-partidas. Agora, se entrar com Totti e Del Piero, vai sair goleada italiana.

Portugal e Inglaterra? Portugal. O time estará desfalcado do Deco e do Costinha, mas convenhamos... não são eles que decidem nada, correto?

Brasil e França? Prefiro não falar pois vão achar que torço contra.

(à boladecristaladoria)

®

Blog EntryJun 27, '06 5:09 PM
for everyone
Assustai-vos, compatriotas! Zidane resolveu jogar bola.

Seria triste assistir a esse cracaço sair nas oitavas-de-final de forma melancólica, como ele vinha mostrando durante o período da França na Copa. Zidane estava muito cabisbaixo...

Mas como eu disse: quando ele resolve jogar, a história muda.

Tudo bem, ele não jogou tanto assim, mas aquele gol me encheu os olhos. Golaço merecido pois a França demonstrou uma coisa que a Espanha não soube mostrar: garra. Para o time francês, futebol em Copa do Mundo é assim, sem bola perdida, com reclamação do juiz e divididas duras. Futebol com pouco talento, mas muito guerreiro.

É bom o Brasil se cuidar. É bom perder a postura burocrática. É bom cortar a cabeça dos nossos laterais. É bom tentar liquidar a fatura antes do primeiro escanteio, aquele onde a lâmina careca do Zidane nos atingiu sem piedade. Duas cabeçadas, idênticas, cortantes e fatais na Copa de 98, como dois golpes espadachins.

Que não nos descuidemos também de Henry, uma pantera fria e faminta, que corre como poucos no futebol atual.

Miremos nossos objetivos e trabalhemos onde andamos pecando. Livrai-nos dos nossos laterais e vinguemo-nos dos mosqueteiros franceses: Platini, Zidane, Henry e daquele Dartagnan, chamado Petit.

Allez, Brasil!

(àssustadoria)

®

Blog EntryJun 27, '06 1:28 PM
for everyone
Sem esforço.

Essa é a definição mais próxima que vejo da Seleção Brasileira nessa Copa. Não é uma crítica apenas, mas uma constatação.

A superioridade do time brasileiro contra os seus adversários é tão grande, que eles se dão ao luxo de jogarem desatentos, sem correr e dando apenas 5 minutos em cada tempo de um bom futebol contra qualquer adversário. Assim, em jogadas isoladas, em lampejos raros de criatividade que saem os gols brasileiros.

Acertei o placar mas não gostei do jogo. Não acho que ninguém esteja gostando dos jogos do Brasil, nem por 3 a 0 e nem por 4 a 1. O problema está claro na equipe, além dessa falta de fome de bola. O problema não se chama Adriano, nem Ronaldo e nem Emerson. Ele está nas laterais, ou melhor nos nossos laterais. Cafu simplesmente sumiu do jogo. Rob Carlos jogou pelo meio e tomou bola nas costas sem a menor cerimônia seguidamente. Aliás, a teimosia do nosso lateral começa a me irritar seriamente. Ele só joga como acha que tem que jogar. E o pior, ele acha que está batendo um bolão. Não está, Roberto. Não está.

Estou sentindo falta de uma equipe uniforme, que jogue em conjunto e não uma equipe, que se embole no meio de tal forma que deixa nossos defensores dando toquinhos atrás, sem saber o que fazer.

Discordando de todos os analistas, acho que Juninho não entrou bem. Ele não conseguiu verticalizar a partida e não trouxe segurança ao meio-de-campo. Ronaldinho teve alguns apagões. Ronaldo se movimentou pouquíssimo e Adriano veio, corretamente buscar jogo, mas não ganhou nenhuma jogada.

A jogada mais bonita do Brasil veio de Lúcio, aquele que não gosto. Lúcio, aliás, vem se mostrando muito bom no apoio mas não acho que esteja tão bem na defesa. Agora, não confundam defesa com combate. No combate ele está magistral. Defesa é um conceito mais amplo de território, marcação, preenchimento de espaços e previsão de jogadas adversárias.

Acho que nossos jornalistas continuarão a tirar várias teorias conspiratórias sobre a equipe do Brasil. Uma delas parte de mim: nossos jogadores parecem estar “se guardando” para a partida final. Se estiverem fazendo isso realmente, aviso que a estratégia é perigosa pois ninguém se guarda em copa do Mundo.

Se tiverem uma postura burocrática como a que vêm tendo, mais uma vez aviso: se a França passar com Zidane jogando bem, vai ser um jogo duríssimo, com alto risco de eliminação. Se a Espanha passar com a vontade, a garra que Fernando Alonso anda mostrando na Formula 1, o risco é que não consigamos acompanhar também. O ataque espanhol anda implacável e Zidane está entre o meus cinco craques dessa década.

Ainda sou mais o Brasil, é claro, mas postura burocrática e desorganização tática assustam, deixando o mais pacheco torcedor com o coração na mão.

Vai levar 5 pau!

(à torcidoria)

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Blog EntryJun 27, '06 8:19 AM
for everyone
Ontem me recusei a escrever pois não teve futebol. Mas teve bola rolando em campo. Austrália X Itália e Ucrânia X Suíça. Uma vergonha as duas partidas.

Sobre o primeiro jogo, até fiquei empolgado com a escalação de Del Piero, um excelente jogador, que não mostrou a que veio, como toda Esquadra Azurra. A Austrália, todos sabíamos que não faria nada a não ser faltas. Mas o pênalti no melhor estilo inexistente me fez pensar que aquilo não podia estar acontecendo depois de 97 minutos de partida chinfrin.

Já o segundo, o que falar de dois times que jogam sem dar um único drible. Imagina um jogo assim? Pois é. Esse joguinho não teve uma única jogada individual. Foi só toque pra cá, pra lá, levantada na área e faltas. Sistematicamente assim. Previsivel como só.

E é aí que eu digo que sistema não ganha jogo. O que ganha jogo é a imprevisibilidade. Num jogo em que as pessoas ficam tocando a bola até encontrar uma brecha isso não acontece. Nunca vai acontecer, porque o jogador adversário já sabe que o fulano, se não pode tocar pra um, que está marcado, pro outro que está cercado, só pode tocar para o que está mais livre e esse que está mais livre é o último zagueiro. Esse jogo foi assim. Nem o imprevisível Schevchenko conseguiu fugir dessa regra. Sua cobrança de pênalti perdida foi um reflexo desse contágio, que atingiu todos os jogadores do campo.

Mas queria falar sobre a imprevisibilidade, o drible, a jogada individual e o passe inimaginável. É isso que fez a diferença, que fura qualquer barreira, qualquer sistema. Até na famosa Laranja Mecânica, como sempre repito. De nada adiantaria o sistema moderno se em algum momento o jogador não partisse pra cima, surpreendendo seu adversário e desarmando o sistema adversário. A Holanda de 74 e 78 tinha talento de sobra pra isso. Pra sistematizar e pra improvisar.

E é isso que imagino que vá acontecer hoje. O sistema do Parreira vai ficar em segundo plano porque o sistema do Parreira não ganha o jogo. Pode até ajudar a não perder, a se organizar melhor em campo, mas o que vai ganhar o jogo hoje é a força humana que o Brasil possui. A força movida pelo talento, pelo passe rápido e pelo improvável. Pelo que os jogadores mais gostam de fazer, que é partir pra cima e ganhar uma, duas, três, trinta jogadas em cima do oponente.

E pode fazer isso com Roberto Carlos e Cafu, sim. Por quê não? São dois jogadores que estão longe daquilo que esperamos, mas são dois jogadores que sempre souberam mostrar o significado da palavra, reação. Já foram criticados, esculachados, mal-falados e já mostraram que podem reagir e apresentar um futebol consagrador. Não genial, mas que cale a boca dos que duvidam.

Não tenho dúvida que os dois possam melhorar e que o time todo possa melhorar com isso. E é importante ressaltar, que antes da primeira partida na Copa, o nosso time foi o menos contestado da história. Os jornalistas, sem assunto, falavam que não tinha nem uma contuzãozinha pra botar “lenha na fogueira”. Pois é. Bastaram dois jogos para que o Brasil e o mundo se mobilizassem contra a seleção mais poderosa do planeta como se fosse o Flamengo de Marcio Braga. Mas a mobilização não era apenas crítica. Era enfadonha. Uns dizem que Adriano não serve, não anda, que é praticamente um aleijado. Outros dizem que se Roberto Carlos entrar, o time todo corre perigo pois ele não vê a cor da bola e por aí vai...

Muita calma nessa hora. Falar que o Adriano não serve? Coloca ele pra jogar no time da Ucrânia pra ver se ele não vira ídolo nacional? É muita falta de respeito, é muita conversa fiada com jogadores que possuem qualidades excepcionais. Sou fã do Adriano, do Robinho, do Kaká e do Juninho mas principalmente do Ronaldo. Não gosto do Emerson e do Lúcio. Cafu e Roberto Carlos são excelentes jogadores, mas que não apresentaram o futebol ideal ainda. Juan é o melhor zagueiro desde Aldair. Gilberto Silva é um volante veloz e inteligente.

Por isso que digo. Com o esquema que for, com o time que for, o Brasil se sairá bem hoje contra FRACO time de Gana. E é fraco mesmo! Muito ruim, faltoso, desorganizado. É, de fato, veloz e possui um bom goleiro, mas tem um atacante muito mais gordo que Ronaldo, o Pinpong. Mas isso, “a oposição não vê”, como dizia Tutty. Os jornalistas só falam no perigo inestimável de Gana, no poder assassino do time africano, nos “brasileiros da África”. Brincadeira...

Posso errar o palpite e pode até ser que Gana mostre um futebol muito diferente dos três jogos que assisti deles. Pode ser e são coisas do futebol e da imprevisibilidade que tanto valorizei parágrafos atrás. É por isso que gosto de Futebol, o esporte mais “democrático” de todos, o único que pode fazer com que um time infinitamente inferior ganhe um jogo e mande o favorito para casa.

Mas digo, sem Robinho e com Adriano e Ronaldo, o Brasil faz pelo menos 3 a 0. Se quiser partir pra cima e não ficar preocupado com o sistemas e escalações. Tem que jogar bola e ponto final.

(à classificadoria)

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Blog EntryJun 25, '06 10:48 PM
for everyone
Adoro ler blogs e comentar pela “Internet aí afora”. Não sei por que, não quero nem saber se é perda de tempo ou não. Eu gosto e ponto final.

Ando lendo um Blog sobre Copa do Mundo (sobre o que poderia ser? hehehe!) e pra variar encontro com o famoso estraga-comentário, aquele carinha que adora frustrar qualquer idéia alheia, geralmente com sarcasmo e preconceito.

Me incomodei e resolvir dar uma “reclamada”... Perda de tempo? Pra mim não. Eu tenho um sonho pra lá de utópico, que é ver as pessoas conversando normalmente sem terem que se degladiar sob nicknames espatafúrdios.

Sempre coloco meu nome e e-mail mas me precavi. Outro dia fui fazer um comentário politicamente incorreto e uma tropa de evangélicos me entupiu a caixa de e-mail (até hoje me mandam Power Points com salmos e ursinhos para eu ler). Mas dessa vez, me lembrei que o site era um portal e resolvi me “esconder” sob um nickname. O apelido tinha o seguinte nome: “Oops, Falei!” em homenagem a um grupo do Orkut, o qual participava, politicamente incorretíssimo.

E não é que recebo umas respostas do tipo: “Isso aqui não é lugar de Papo Cabeça. Vai pro Blog do Fulano” etc. Outro, foi comovente, me disse que eu era o maior preconceituoso, que deveria refletir sobre o que escrevia... Cacildis! Não entendo mais nada. Eu juro por Deus (e olha que sou ateu!).

Para os interessados, seguem alguns comentários antes de eu escrever a parada:

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vai beijá a bunda do maradona, argentino descarado

Comentário de si — 25/06/2006

QUEM MAIS NO MUNDO TEM ISSO? BANDO DE PAU NO CU….

Comentário de mais além — 25/06/2006

REPORTER JAJA…VAI SE FUDER COM ESSE TEU FUTEBOLZINHO DE BAITOLA….VIVA A SELEÇAO DE 82!!!! HAHAHAHA

Comentário de mais além — 25/06/2006

VC DEVE ADORAR SOCRATES & CIA…A SELEÇAO MAIS FUDIDA DA HISTORIA

Comentário de mais além — 25/06/2006

o jorge deve ser o gordinho bicha hehehe

Comentário de mais além — 25/06/2006

caro guillermo, volta pra tua Argentina chorar com teus só 2 títulos mundiais.

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Será que sou eu apenas que me incomodo com isso, que as pessoas estão tendo um problema sério de falta de educação e ética sem perceber a gravidade?

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Depois de receber alguns comentários reclamando, resolvi responder ao mais “educadinho”. Segue a resposta:

Salve, abstrato.

Não tem ninguém esperando uma tese de nada.

Quanto ao meu posicionamento contrário, ele está claro no primeiro post.

Só quero discordar de você: comentários preconceituosos não são subjetivos. Eles estão presentes e incomodam. Aliás, podem até ser subjetivos para quem escreve, mas nunca são para quem lê.

Estou ignorando os comentários desde o começo da copa. Mas hoje eu achei que deveria reclamar, já que o espaço é democrático. Mas aí basta se colocar contra alguma coisa que a velha frase surge: “- Vai pra outro lugar, cara! Aqui não é lugar de papo cabeça!” ou então, “- você é politicamente correto”.

E aí é que eu pergunto: Por que não? Por que há sempre algum problema com papos-cabeça? Por que há uma preocupação em se rotular a intelectualidade? Estou sendo “pseudo-intelectual”, estou sendo elitista? Por quê? Você, por exemplo, escreve tanto aqui, expõe tanto suas idéias, que não deveria estar se preocupando com isso. Poderia, ao contrário, estar refletindo com a reclamação pela diminuição da baderna e do preconceito, até para que as suas idéias e comentários tenham mais “valor”, pois se as escreve aqui, deve achar que têm algum. Se não acha, me pergunto, para quê perder tempo escrevendo algo inútil ou sem valor? Penso assim quando escrevo qualquer coisa para qualquer um e respeito se pensar diferente.

É importante ter noção que ser politicamente incorreto não deve ultrapassar o limite de ser preconceituoso. São duas coisas completamente diferentes.

E somos muito bons em ser politicamente incorretos. O Brasil tem uma escola de contestadores brilhantes, de gente que conseguiu correr contra o sistema instituído sem atingir nenhuma minoria ou segmento.

Quando comentei sobre esse assunto, quis dizer que cabe ao jornalista uma série de responsabilidades, tanto que assina seu nome para responder pelo conteúdo e teor de seus textos.

Quanto as suas brincadeiras, me desculpe se generalizei. Algumas são de fato, engraçadas e concordo que “é assim que anda a carruagem”. E também não tenho nada contra quem escreve errado. Tinha mas essa é uma briga perdida. Escrever certo não é mais o certo no Brasil. O pior: não há esforço pra mudar isso. E é assim “que a carruagem está andando”… vamos nessa então…

Enfim, não quero policiar ninguém, e nem tenho vocação a fazer patrulhamento, mas se eu puder contribuir para alguma coisa, e foi minha intenção com o comentário inicial, é o seguinte: que todos pensem, com suas limitações ou não, antes de expor suas idéias, que fique claro que num espaço democrático, se não cuidarmos, vira baderna. Como numa rua, onde eu ando, onde você anda e todos nós andamos, temos algumas preocupações de postura. Ou será certo encontrar alguém tecendo algum comentário e mandar ele para ”os quintos dos infernos”? E minha postura passa longe disso. Metaforizando novamente, ela é mais próxima de ver alguém ofender uma mulher na rua por ser mulher e ir lá pedir moderação para o indivíduo, pois nem sempre tem gente disposta a assistir àquilo.

Que fique claro que a intenção não é elitizar, não é “ser-cabeça” e nem excluir ninguém, mas combater a mulambagem e o escracho generalizado, que vêm se confundindo com muitas outras coisas aqui em Terra Brasilis.

Um abraço!

Comentário de Oops, Falei! — 25/06/2006

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Minha intenção com esse poste é a seguinte: será que nós, brasileiros, já jogamos a “merda no ventilador” de tal forma que nem quando temos a oportunidade de sermos mais inteligentes e honestos conosco, conseguimos? Será que essa cultura de “jogar a casca de banana” para o outro pisar nunca terá fim? Ou melhor, será que está piorando o que já estava inadmissível?

Digo isso pois participo de blogs em outros países e não vejo tamanha falta de “decoro”. Mesmo os mais lacônicos, os mais irônicos se preocupam em não ofender o seu “colega” e não expressar nenhum comentário preconceituoso.

Estou pedindo muito?

(à falta de categoria)

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Blog EntryJun 25, '06 1:08 PM
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Decepção. É a única palavra que tenho para esse time inglês, o qual botei tanta fé. O time de um jogador só, Beckhan, não conseguiu apresentar nada que consiga explicar uma presença nas quartas de final de uma Copa do Mundo. Nada.

Ou melhor, apresenta uma única coisa: a tradição, que o inglês tanto valoriza. Vocês devem estar pensando, tradição onde se esse time ganhou uma única Copa há 40 anos? Pois é, concordo. Mas não digo da tradição futebolística, mas sim na idéia de se enfrentar uma potência tradicional. Em outras palavras, o Equador perdeu pelo complexo de inferioridade deles perante ao nome, a palavra Inglaterra. Não perdeu pelo futebol. Isso não, porque futebol não existiu ali.

O time inglês se viesse para o interior de São Paulo fazer um estágio de três semanas, não ganharia dos times da segunda divisão paulista. Não esse time da Copa, ou melhor, com esse futebol apresentado nesse torneio. Ganharia no papel, com um meio-de-campo com Lampard, Cole, Gerrard e Beckhan. Agora, aquele Rooney... fica difícil de entender como o valorizam tanto. É quase um insulto com Robinho, Adriano, Tevez e Messi, colocar aquele projeto de hooligan no mesmo patamar. Projeto de hooligan. Essa é a minha definição para o jovem atacante. Mostra muita marra inglesa, tenta ganhar no grito, na cara feia, na correria mas menos no futebol. Ah! Ele deu um belo drible entre as pernas do jogador equatoriano... aí eu respondo: e daí? Vamos ali em Xerém dar uma olhada na garotada arrebentando? Melhor parar por aqui, correto?

Mas reservo um parágrafo para Beckhan, um magistral jogador, que deixa a marra guardada no silicone da esposa pra fazer uma única coisa: jogar futebol. Há os que pensam que ele faz apenas meia dúzia de lançamentos; mas se esquecem esses, de analisar como o cara arma, marca, ataca, defende, corre, sua, vomita (sim! passou mal durante o jogo e ficou ainda quinze minutos), lança, bate falta e escanteio. Esse resultado de um a zero não foi da Inglaterra, foi de Beckhan. Foi Beckhan que ganhou o jogo. Um a zero Beckhan no Equador.


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“Às armas! Às armas! (...)”.

Desde o primeiro jogo de Portugal me intriguei com o hinho do nosso ex-patrão. Um hino bélico, que exalta a força e a coragem na guerra, que exalta a tecnologia marítima para combater os canhões adversários. Ficava esperandu um momento para encaixar nos meus postes aqui na Internet. Ainda bem que não escrevi, pois hoje é o dia perfeito para citar o hino após o jogo com a Holanda.

Que guerra! Que batalha! Que falta de futebol! Que falta de vergonha! Essa é minha definição para o time do mestre Felipão contra o time do mestre Van Basten. Joguinho horroroso, sem toque de bola, sem fair play, sem jogadas decentes no ataque e na defesa. Um jogo onde a pancadaria foi privilegiada abertamente desde o começo pelo time português, que já tinha reparado, bate muito a começar pelo Costinha, um perneta, um cabeça-de-bagre, que exala alguma malícia no meio-de-campo. Um criminoso num time muito limitado.

Mas não é que a Holanda começou a se enfesar e partiu pra cima também? Aliás, a Holanda não só entrou no jogo violento, como abusou nesse revide. É como se o gol não valesse mais, como se o objetivo final fosse quebrar o oponente e no final, quem tivesse mais jogadores em campo sairia vitorioso.

A coisa começou a ficar insustentável quando um jogador de Portugal simulou uma contusão na malandragem e quando a Holanda voltou com a posse de bola, não praticou aquela bolinha pela lateral e saiu jogando. Aí entra Deco, um bom jogador, que lança uma tesoura-voadora júnior-baianíssima e toma um cartão... Amarelo! O Seu Árbitro dá um amarelinho pra ele... daí em diante foi um festival de pancadas mútuas, com direito a Felipão querer encarar o Van Basten e tudo.

O juiz ficou zonzo, perdidinho e imagino a Fifa mandando ele apitar uma final entre São Paulo e Boca Júniors na Bonbonera. Ele sentaria no chão e chorava e o escambau! Nessa Copa, tem muito ábitro europeu sem a menor condição de apitar uma partida desse nível. Tem muito árbitro europeu que não sabe a diferença entre falta e impedimento. Digo europeu, supostamente mais preparado com as “tradições” do futebol.

Mas falar que esse jogo foi uma partida das Libertadores é elogio. Na Libertadores assistimos à catimba, à violência, ao fanatismo, aos árbitros vendidos aos bandeirinhas corruptos, ao torcedor invadindo o campo pra bater no jogador, mas vimos pelo menos, um pouquinho de jogo de futebol, jogadas maliciosas, dribles desconcertantes, bolas na trave, goleiros fazendo defesas difíceis e muitos cartões vermelhos pra coibir a violência.

Cartão vermelho pro juiz. cartão vermelho pra Portugal e cartão vermelho pra Holanda. O pior de tudo é que o péssimo futebol inlgês vai se beneficiar com Portugal jogando desfalcado.

Vai levar dois pau!

(à faltadefuteboladoria)

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Blog EntryJun 24, '06 8:35 PM
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Preciso falar mais alguma coisa?
Quem me garantiu foi uma raposa bem infiltrada...

A conferir.
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Blog EntryJun 24, '06 6:04 PM
for everyone
Meus palpites estão se mostrando quentes a cada dia. Se bem que prever o resultado desses dois jogos de hoje não é tarefa difícil. Mas também não foi tão fácil porque se na teoria os resultados foram previsíveis, na prática, inverteram completamente a lógica.

A Argentina, especulávamos todos, passaria pelo México. Mas passou nos detalhes.
 Ou melhor, num detalhe que anda muito pouco comentado chamado Max Rodriguez, um bom apoiador, que está ganhando uma fama de artilheiro. O time portenho mais uma vez não apresentou um bom futebol e tampouco aquela “vontade” dos dois primeiros jogos. O resultado foi um time que pouco chegou a gol durante o jogo inteiro. Tocou e muito a bola no meio-campo e na intermediária, mas opções claras de gol, muito poucas. Voltando aos meus palpites antigos, falo que aqueles 6 a 0 foram atípicos.

O México daria um nó tático na Argentina se tivesse se classificado. Seu técnico escalou 6 zagueiros que tinham um único propósito: pressionar a saída de bola argentina em seu próprio campo. Conseguiram e confndiram os adversários, abrindo o placar logo aos 6 minutos. Aos poucos o time mexicano foi trocando os zagueiros por atacantes e meio-campistas, que ajudavam a manter o time sempre à frente.

MAs a verdade é que nenhum dos dois times criaram claras oportunidades de gol. O México também foi bem limitado no ataque, usando um repertório muito escasso para um time que tem pretensões de passar às quartas de final.

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Sobre a Alemanha, um time que está correndo uma barbaridade, tem jogadores de meio-campo em clara evolução na competição e tem dois belos jogadores na frente: Podolski e Klose. Esse último, mais habilidoso, se movimenta com maestria e faz jogadas nitidamente “latinas”, como dribles e golpes-de-vista.

Porém, meu destaque é para o jovem Schweinsteiger, que vêm se mostrando como o melhor ala ofensivo da Copa. O time Alemão está começando seus jogos de forma arrasadora, sim, mas acho que as jogadas idealizadas pelo Klinsmann estão começando a ficar mais previsíveis. Dependem muito de uma triangulação a partir de uma investida de um homem do meio-campo, que escolhe dentro de uma linha de atacantes, algum para tocar, que por sua vez, encontra alguém livre vindo de trás, que completa as jogadas ou para o gol, ou para outro atacante.

Foram 2 a 0 com autoridade de um time da casa. Com a jovialidade de um time novo e com a agressividade de um time alemão. Um belo adversário para qualquer seleção. Tomara que seja com o Brasil que esse encanto se quebre.

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Quanto ao time sueco? Ué? Vocês já não leram o que escrevi? O time sueco é timeco.

(à telespectadoria)

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Blog EntryJun 23, '06 6:26 PM
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Agora, vamos aos melhores...

Se o Campeonato fosse em pontos corridos, como o Brasileirão, o Italiano e o Espanhol, veja como ficaria essa primeira fase:

1º Lugar: Espanha (9 pontos, 3 vitórias, 8 Gols pró e 1 Contra)
2º Lugar: Alemanha (9 pontos, 3 vitórias, 8 Gols pró e 2 Contra)
3º Lugar: Brasil (9 pontos, 3 vitórias, 7 Gols pró e 1 Contra)
4º Lugar: Portugal (9 pontos, 3 vitórias, 5 Gols pró e 1 Contra)
5º Lugar: Argentina (7 pontos, 2 vitórias, 1 Empate, 8 Gols pró e 1 Contra)
6º Lugar: Itália (7 pontos, 2 vitórias, 1 Empate, 5 Gols pró e 1 Contra)
7º Lugar: Suíça (7 pontos, 2 vitórias, 1 Empate, 4 Gols pró e 0 Contra)
8º Lugar: Inglaterra (7 pontos, 2 vitórias, 1 Empate, 5 Gols pró e 2 Contra)

(à faltadoquefazedoria)

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